Gente e Gestão

Engajamento… mais do que uma ação, uma jornada

Engajamento… a primeira coisa que se deve ter em mente antes de iniciar uma campanha de ativação é saber que motivação e engajamento não são a mesma coisa. Eles se diferem em relação ao valor do trabalho e à causa da organização. Enquanto a motivação é o impulso inicial, aquilo que nos faz sair da inércia, o engajamento é o que nos faz querer fazer bem feito o que começamos.

Quando iniciamos a jornada para o engajamento, a motivação ainda está muito ligada à segurança e às necessidades fisiológicas do colaborador. Ele deseja ter trabalho com uma jornada de trabalho definida, com um intervalo de descanso até o próximo dia de trabalho, com condições que lhe garantam o mínimo de segurança para que possa realizar as atividades para as quais fora contratado. Essa pessoa também esperar ter uma remuneração e alguns benefícios em troca da sua força de trabalho. Esse colaborador irá se esforçar para cumprir suas metas e alcançar resultados porque sabe que sua permanência na organização depende disso, mas isso não é engajamento.

Para existir esse engajamento, o colaborador tem que se identificar e acreditar na cultura organizacional em que está inserido e compreender o seu papel dentro do fluxo de valores da empresa. O primeiro passo acontece quando ele deseja algo mais que a remuneração, os benefícios e horários estabelecidos. Ele anseia por um ambiente de trabalho adequado, que apesar do estresse que venha sofrer por causa de sua atividade, ele possa ter uma boa convivência com seus colegas de trabalho, com seu gestor e até mesmo com clientes e fornecedores. Aqui, esse colaborador começa a desejar por uma integração social e está dando os primeiros passos efetivos em sua jornada ao engajamento.

A partir do momento em que ir trabalhar não é um suplício a ser enfrentado por obrigação, já que não é por ser pesado que a atividade deve ser desagradável, certo? Você pode gostar do que faz mesmo tendo um volume grande de trabalho. Isso fará com que esse colaborador deseje ir pouco mais além, se for motivado pelas coisas certas e no momento adequado. Principalmente se o trabalho é pesado e estressante, a pessoal vai desejar receber um reconhecimento a superar uma meta arrojada ou conquistar um cliente difícil. E isso é normal, afinal de contas ninguém faz nada tão mecanicamente assim.

O que o gestor deve observar é que esse reconhecimento nem sempre precisa ser vertical! Estimular que a equipe reconheça o esforço e o talento dos colegas é uma atitude saudável, já que é um nível diferente de reconhecimento. O indivíduo passa a sentir orgulho pelo que faz e reconhece a importância disso, o que certamente o levará a buscar por mais responsabilidades.

Esse anseio por mais responsabilidades está associado ao desejo de participar de tomadas de decisões ligadas às suas tarefas, tornando o trabalho mais desafiante, uma vez que surgem mais autonomia e diversidade de afazeres durante o dia a dia. Esse desafio constante impulsionado por novos conhecimentos que são adquiridos pelo caminho, fazem com que o profissional cresça em expertise. Claro que o gestor deve ter o cuidado para que isso esteja devidamente alinhado com a estratégia da empresa.

Mostrar ao colaborador que se engajar é mais do que oferecer mais resultados, e consequentemente mais lucros, para a empresa. O engajamento também traz um incremento de valor agregado à força de trabalho que ele oferece à organização. A jornada para o engajamento é, mais do que tudo, uma busca pelo crescimento profissional alinhado com as estratégias definidas pela organização, sendo sempre guiado por essa trilha pelo gestor.

Fazer a gestão de uma equipe para que atravessem por uma jornada para se engajarem é mais do que um plano de ação, é guiar pessoas por uma jornada inesperada, afinal de contas, nem todos os percalços estarão previstos, já que não existe um roteiro pronto, mas uma história a ser construída.

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Marcelo Oliveira

Jornalista e entusiasta da Gestão do Conhecimento e Inovação. Estruturou um modelo de gestão, com foco em mudança e alinhamento de mindset, através de estratégias de endomarketing, para conectar pessoas, ajustar processos, melhorar a comunicação e estimular uma cultura de colaboração e inovação.

Produziu textos e cobriu eventos para a revista Villaggio Panamby e para o site de cultura pop É Muita Brisa. Hoje atua como consultor em Comunicação Organizacional e Gestão de Equipes, com a missão de ajudar empresas a trabalharem a sua cultura organizacional por meio de uma comunicação ágil e estruturada.

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